Ilha Grande – paraíso ameaçado :(

Há 11 anos, passei um dos melhores e mais inesquecíveis reveillons da minha vida: a virada de 2002 para 2003 foi em Ilha Grande (RJ) na companhia maravilhosa de 8 amigos. Na memória, ficaram cenas das praias transparentes, do cenário paradisíaco da mata atlântica, a trilha de 4 horas de Araçatiba a Aventureiro.

Eu tinha muita vontade de levar meu marido a esse paraíso na Terra, e nessa última viagem ao Brasil pude planejar o retorno à ilha.

A realidade agora é outra: com dois filhos pequenos, não dá pra fazer trilha de 4 horas. Mas Ilha Grande tem pra todo mundo, é só se organizar!

Primeiro: onde ficar?

Combinamos a viagem com mais dois casais de amigos. Indo assim em grupo e com criança pequena, a melhor opção é alugar uma casa. Pela internet afora encontramos a casa perfeita para a nossa estadia, a Ilha Grande Beach House. Tudo nessa casa era perfeito! Camas extremamente confortáveis (lençóis divinos Ralph Lauren!), ar condicionado nos quartos, TV e laptop da melhor qualidade, utensílios de cozinha TOP, top mesmo. Piscina, jaccuzzi, churrasqueira, uma área externa de-lí-cia com mesão e redes…  a casa fica literalmente na beira da praia do canto, afastadinha uns 500m do centrinho de Abraão. Além de tudo isso, negociar nossa estadia com a dona, a Regina, foi SUPER tranquilo. Está mais que recomendada!

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Desembarcamos no Santos Dumont, no Rio, onde o Tony França (21- 9942-24542 e 21- 7834-8837, super recomendado) já nos esperava com a van que nos levaria a Conceição de Jacareí, cidade ao sul do Rio, indo para Angra dos Reis, de onde saem barcas para a Ilha e de onde o percurso navegado é o mais curto (as outras opções são pegar a barca em Mangaratiba ou Angra dos Reis). São só 11km numa linha reta do cais até a ilha (cerca de 50min em escuna, e 25 min em lancha rápida). Com criancas, nem pense em querer sair do aeroporto, ir para a rodoviária e pegar o busu pra Angra. Muito mais fácil e prático contratar o transfer com antecedência, já que a viagem inteira é super cansativa (vindo de Salvador, voamos a manhã toda, o transfer até Conceição levou 3 horas porque pegamos engarrafamento quilométrico na estrada, mais a travessia de barca… acredite, a gente fica só no pó).

Finalmente bem instalados na nossa casa loosho, todos só pensavam em uma coisa: dormir! Nessa primeira noite choveu um bocado, e no restante da nossa estadia foi só sol e calor.

Resumo dos passeios que fizemos durante os seis dias inteiros que passamos na Ilha:

1. Caminhando para a direita da praia do canto, há uma trilha que leva a prainhas escondidas, e quanto mais a gente avança, mais vazias, bonitas e limpas as prainhas são. A gente caminhou uns 10-15 minutos pra chegar numa prainha bem gostosa, logo depois do Sagu Mini-Resort.

2. Uma trilha tranquilíssima é a que leva ao Poção – um piscinão com uma mini cachoeirinha que fica a uns 30 minutos no máximo do centro de Abraão. Nós nos revezamos – um dia os homens passearam, e as mulheres ficaram em casa com as crianças, e no dia seguinte o contrário – e fizemos uma trilha mais longa, até a Cachoeira da Feiticeira (cerca de 1h15m de caminhada, tranquilo), passando pelo Poção.

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3. Contrate um barco pra fazer passeios exclusivos e privados. Nós contratamos o Betinho, da lancha “Bem-me-Quer” (tel 24 999131463) e em sua lanchinha fizemos dois passeios: um pra praia do Pouso de onde sai a trilha para Lopes Mendes (meio dia de passeio, com almoço) e um de dia inteiro, chamado “meia ilha”, que passa pelas Lagoas Verde e Azul, Saco do Céu, Bananal, etc. Crianças pequenas podem facilmente tirar uma soneca dentro da lancha enquanto o resto do grupo estiver numa praia.

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4. Para a esquerda do centro de Abraão – caminhando 15-20 minutos, chega-se à Praia da Areia Preta, uma prainha delícia, onde um riachinho deságua – o cenário é lindo. Ali passa-se por um mirante de cair qualquer queixo.

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A Ilha tem muitos restaurantes e mercadinhos. Ninguém passa perrengue!

Uma coisa apenas me entristeceu demais nessa viagem. Foi constatar a quantidade de lixo que as pessoas deixam pra trás, nas areias, nas trilhas, na água, aparentemente sem o menor peso na consciência. Que tristeza, gente 😦 Dica: onde eu ia, levava sempre um saquinho de lixo – recolhia todo o lixo à minha volta. O meu e o dos preguiçosos mal-educados de plantão.

Leia mais sobre Ilha Grande aqui.

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Sobre Flavia

Uma brasileira que saiu do Brasil à francesa em 2003 e nunca mais voltou
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