Na estrada

Segunda-feira, 13 Julho, 2009

Então, fomos à Toscana de carro, saindo da Dinamarca. Tínhamos decidido dirigir até Munique e passar a noite lá, aproveitando para encontrar um querido amigo que mora por lá e jantar com ele. Saímos de casa na sexta-feira dia 19 de junho, às 5 da matina.

Eu dirigi de casa até a chegada no sul da ilha de Sjælland, onde pegamos o ferry para fazer a travessia para a Alemanha. Esse primeiro trecho de carro leva 2 horas; a travessia de ferry leva cerca de 40 minutos e é bem gostosa quando o tempo está bom e podemos curtir o deck do lado de fora :) Chegando na Alemanha o Jan assumiu o volante.

Não tínhamos dirigido nem 30 quilômetros quando um carro da polizei colou no nosso traseiro, nos ultrapassou e nos mandou parar o carro! Estava chovendo, encostamos e o policial mandou sairmos do carro. Até essa hora nos perguntávamos o que havia de errado… até que o policial falou:

- Recebemos uma ligação sobre um carro que estaria usando placas falsas…

O Jan se apressou para providenciar os documentos do carro e eu caí na risada! Eis aí o motivo da preocupação do policial:

Kaiser

Kaiser

 

Aqui na Dinamarca, pagando uma grana extra pelo emplacamento, a gente pode escolher a placa do nosso carro – desde que não ultrapasse o limite de 7 dígitos e desde que não haja um outro idêntico já em circulação, claro. Quando compramos nosso carro ano passado o marido me fez uma surpresa e de presente me deu o Kaiser. Kaiser é meu sobrenome, herdado do lado alemão da família de meu pai. Na Alemanha tem Kaiser pra todo lado – nome de praças, vilas e de pessoas. Acho que o polizei tava mesmo era com inveja da nossa placa!

Mal-entendido devidamente desfeito, continuamos…

A estrada até Munique é bem chata. Na verdade estava bem caótica – vimos muitos caminhões fazendo ultrapassagens perigosas, muitos trailers de camping, muitos, muitos carros, enfim, tráfego intenso – mas não podemos reclamar, não pegamos congestionamento em nenhum trecho sequer. (indo pra França no ano passado encaramos alguns poucos e não muito longos).

Durante a maior parte da viagem pegamos muita, muita chuva! Isso nos atrasou um pouco e só chegamos em Munique às 6 da tarde. Fizemos poucas e curtíssimas paradas pelo caminho – tínhamos levado nossos próprios sanduíches e outras guloseimas de casa, então foi mais pra comer dentro do carro mesmo, esticar as pernas e fazer xixi.

Em Munique, nos hospedamos no Fleming’s Hotel München-Schwabing. Um hotel novo, bem localizado, 4 estrelas, um ótimo serviço, com um café da manhã bem gostoso e farto, uma cama confortável e tudo muito moderno e de muito bom gosto. Mas o quarto era minúsculo, minúsculo mesmo. Assim eu o recomendo para estadias como a nossa, em que só queríamos um estacionamento, um banheiro e uma cama. Passar mais de uma noite ali teria sido tortura.

Encontramos meu amigo e fomos comer na Marienplatz, mas estava chovendo tanto e fazendo tanto frio que não tivemos ânimo pra tirar fotos. Queríamos comer algo rápido e bem típico da Bavária, então o local foi perfeito.

Depois demos uma voltinha pelo centrinho, tivemos um gostinho de Munique, com certeza queremos voltar. Mas passeio turístico com chuva realmente pra mim, não dá.

No dia seguinte saímos depois de um café da manhã demorado. Não tínhamos muita pressa, pois só poderíamos pegar as chaves da casa na Toscana depois das 4 da tarde. Gente, a estrada a partir de Munique é coisa de filme. Depois de pouco tempo estávamos na Áustria. Que visual!!! Alpes, cujos topos ainda estavam cobertos de neve. Muitos castelos e  igrejas nos topos de colinas. Vilarejos típicos, muito, muito verde.

Áustria

Áustria

 

Castelo, bem perto da fronteira com a Itália

Castelo, bem perto da fronteira com a Itália

 

De repente cruzamos a fronteira com a Itália e curiosamente o tempo já começou a mudar; já podíamos ver o céu azul atrás das nuvens de chuva, e a natureza exuberante, verde, um ar gostoso de respirar…

Entrando na Itália

Entrando na Itália

 

Ainda com neve no topo dos alpes

Ainda com neve no topo dos alpes

 

E tome estrada. No caminho até nossa casa em Casole d’Elsa, na Toscana, muitas pontes e muitos túneis.

Muitos túneis

Muitos túneis

 

Finalmente estávamos na Toscana! Que delícia aquele cenário de filmes que muitas vezes tinham passado pela minha cabeça lendo relatos em outros blogs. Muita paisagem linda, muitos vinhedos, muitos girassóis.

Muita uva

Muita uva

 

Muitos girassóis!

Muitos girassóis!

 

No dia que rodamos por Chianti, passando pela famosa S222 – uma estradinha cheia de curvas e paisagens lindíssimas que liga Firenze a Siena – acho que paramos o carro umas mil vezes pra tirar foto de tudo quanto é ângulo. Tudo era imperdível!

Chianti

Chianti

S222, Chianti

S222, Chianti

Jan e o Kaiser, Chianti

Jan e o Kaiser, Chianti

Eu e o Kaiser, Chianti

Eu e o Kaiser, Chianti

 

E agora a estradinha de terra, que sai da estrada cheia de curvas em Casole d’Elsa e leva até a nossa casa no meio do nada, com a vista mais gostosa do mundo:

Casole d'Elsa

Casole d'Elsa

Chegando...

Chegando...

Chegamos! Nossa casa é a do canto direito na foto

Chegamos! Nossa casa é a do canto direito na foto

 

Próximo capítulo: muita comida…


Sob o Sol da Toscana

Terça-feira, 7 Julho, 2009
Girassóis pela estrada afora

Girassóis pela estrada afora

Quando comecei a planejar essa viagem, sabia de 2 coisas: queria ir pra Itália e tinha 2 semanas pra passear por algumas cidades. Pensei em Veneza, Roma, Cinque Terre, Toscana e comecei a ler e pedir dicas no TripAdvisor,  Viaje na Viagem e no Viaje Aqui da Abril.

Graças aos conselhos de muita gente boa, resolvi restringir nosso território à Toscana somente. Assim como a Grécia, a Itália é grande e tem infinitas possibilidades, e deve ser apreciada moderadamente e sem pressa. Ainda por cima considerando que eu já estaria no sexto mês de gravidez, tinha que ser uma verdadeira slow travel.

Além disso as condições eram: iríamos de carro, e tínhamos duas casas alugadas, uma pra cada semana: uma em Casole d’Elsa e outra já na Umbria, nas margens do Lago Trasimeno, mais próxima do sul da Toscana.

Alugamos as casas através de uma parceria do meu trabalho com a Novasol, e saiu beeeem em conta! As casas eram perfeitas, ambas tinham piscina e jacuzzi, limpas e bem equipadas. Recomendo a Novasol.

Tentei combinar vários passeios de um dia só pelas cidades da Toscana, de forma a não nos cansarmos demasiadamente e aproveitarmos o que fosse possível de cada cidade. Deu certo! Planejamento é tudo, e é quando a viagem realmente começa.

Aguardem os próximos capítulos: paisagens, comida, museus, cidades e torres medievais :)


Veja: O melhor do Espírito Santo

Quarta-feira, 17 Setembro, 2008

Estamos indo pro Brasil dia 1 de outubro.

Êêêêêêê!!!

Já faz dois anos e meio que fomos pela última vez e estou subindo pelas paredes de vontade de me acabar de comer tudo que eu tenho direito.

Copenhague não é assim uma capital gastronômica, sabem? Não há muita coisa que eu aprecio por aqui no quesito comida. Por isso a idéia é tirar a barriga da miséria no Brasil.

Como em 2 anos e meio muita coisa pode ter mudado em Vitória, e como não quero perder tempo pensando onde vamos comer, fiz uma pesquisa para ver se achava o que há de melhor na culinária brasileira no ES atualmente. E olhem que delícia: Uma Veja especial só pra gente!

http://vejabrasil.abril.com.br/espirito-santo

Com essa excelente edição especialíssima, pude planejar exatamente o que quero e onde quero comer, inclusive na região de montanhas e na rota do sol (praias do sul).

Adorei! Acho que o ES merecia essa atenção :)


Sul da França

Domingo, 30 Março, 2008

Tracei um planejamento para a viagem de uma semana à Côte d’Azur no verão. Saímos daqui dia 27 de junho, vamos de carro, dormimos em algum lugar da Alemanha e dia 28 chegamos no nosso destino, onde ficamos até dia 5 de julho.

  • Dia 1: 28.06  Chegada em Saint-Mandrier-Sur-Mer
  • Dia 2: 29.06  Île de Porquerolles (praia o dia todo)
  • Dia 3: 30.06  Les Calanques, Cassis, Marseille
  • Dia 4: 01.07  St. Tropez (Plage de Pampelonne)
  • Dia 5: 02.07  Nice, St-Paul-de-Vence, Eze
  • Dia 6: 03.07  Cannes (La Croisette), Antibes
  • Dia 7: 04.07  Toulon, Hyères
  • Dia 8: 05.07  Estrada de volta pra casa :)

Próxima parada…

Terça-feira, 26 Fevereiro, 2008

                   Sul da França

Uma semana na Côte d’Azur no verão :)


Grécia! Epharisto Poli!

Segunda-feira, 25 Fevereiro, 2008

AtenasPlakaPiscinaOiaQuadPori Beach, KoufonissiNaxos de tardinhaNaxosKastro, Naxos TownJantar no Dimitri’sAlyko Beach3 brothers

Enfim, consegui me localizar dentro do meu próprio apartamento, que segue cheio de roupas pelo chão, sacolas plásticas, papéis e mapas espalhados por todo o lado. 

Atenas é uma delícia, vale a pena conhecer – mas pra nós, meros turistas, 2 a 3 noites na cidade são mais que suficientes. O mesmo não se aplica se você for um estudioso / entusiasta de História, Arqueologia, e coisas assim. Nesse caso fique mais tempo.

A viagem inteira saiu quase que exatamente como eu a tinha planejado. Não poderia ter sido mais perfeita!

Planejei tudo de forma a não correr riscos de perder vôos ou ferries. De forma a não ficar nada corrido demais. Tinha que ter cara de férias, bem tranquilo.

Assim chegamos num domingo à 1 hora da tarde, do dia 3 de setembro de 2007, no aeroporto tomamos o ônibus X95 para a Syntagma Square e facilmente chegamos no nosso hotel pobrezinho mas muitíssimo bem localizado, o Myrto Hotel, no bairro Plaka (50€ a diária em setembro, http://www.greekhotel.com/athens/myrto-hotel/home.htm); tomamos um bom banho, trocamos a calça jeans pelos shorts, os tênis pelas Havaianas e fomos bater perna!

Pensem nessas ruazinhas cheias de lojinhas… eu fiquei maluca! Queria comprar tudo! O calor estava muito acima do que eu havia imaginado pra setembro, assim como a quantidade de gente. Fiquei pensando em como deve ter sido em agosto… 

A tardinha e a noite foram basicamente assim, só andando, tomando água e suco de laranja o tempo todo, comendo as novidades da culinária grega (primeiro prato experimentado: Salada grega e souvlaki de porco). Até à noite a temperatura era mais que agradável, nem dava vontade de ir embora. Ainda bem que no hotel tinha ar condicionado :)

No dia seguinte acordamos às 5 e pouco, e fomos de metrô para o porto (Piraeus) onde tomamos o ferry pra Santorini, saindo às 7:15 da matina. Aqui recomendo: tragam seu café da manhã de fora! O do ferry é PODRE. Na frente do porto tem vários lugarzinhos onde vocês podem achar um desjejum mais decente.

Depois de 8 horas no ferry, chegamos a Santorini às 3 da tarde! A ilha é linda. O visual é tudo! O taxista enviado pelo Andreas, gerente do Nostos Apartments (180€ a diária, http://www.nostosapts.gr/), estava nos esperando com uma plaquinha e foi super fácil encontrá-lo. Nosso hotel ficava em Oia, bem na beirada do precipício, assim tínhamos aquela super vista… a primeira coisa que fizemos depois de conhecermos nosso quarto foi pular na piscina! Tava um calor bom demaaaais! Depois de fresquinhos pudemos ir bater perna pela vila de Oia.

Em Santorini ficamos 3 noites. Eu acho que foram suficientes. Há os que digam que 4, 5 noites são o ideal… mas a ilha é pequena e tudo o que há para ser visto, pode ser visto e curtido em 3 noites / 4 dias. Batemos muita perna em Oia no primeiro dia e no dia seguinte fomos passear em Fira, bem cedinho, e de tardinha fizemos o tour pelo volcano e Hot Springs (descemos de escada até o porto antigo, de onde saem os passeios, e na volta subimos de bondinho – não use os jegues!!! Eles são vítimas inocentes de abusos!),  e no nosso último dia inteiro alugamos aquela quad e circulamos pelas praias ao redor da ilha: a praia de areia preta Kamari e a famosa Red Beach :) . Na manhã do nosso último dia circulamos de quad por Oia e arredores e partimos para Naxos às 4 da tarde, de ferry (durou 2 horas).

Além de tudo, Santorini é uma ilha SUPER cara. Um jantar a dois no Ambrosia (http://www.ambrosia-nectar.com/), sem vinho (bebemos só água!) nos custou 120 euros e cá pra nós, não achei nada de especial. Preferi mil vezes o Thomas Grill e a Taverna Dimitri’s, em Oia, ou o Lucky’s em Fira (não compara: são tipos de lugares completamente diferentes, mas eu numa próxima vez dispensaria o Ambrosia). Tudo custa uma pequena fortuna, por isso vale a pena juntar dinheiro, ir e curtir 3 noites em grande estilo, e depois tchau! A não ser que você tenha grana pra investir num hotel de luxo onde você possa ficar mergulhado numa jacuzzi na sua varanda privada o dia todo….

Naxos! Essa ilha nos conquistou. Parecia que estávamos no interior de Minas Gerais. Muito pasto, gado, colinas, montanhas, igrejinhas pequenas, gente simples… só não é muito verde. Mesmo assim, a paisagem é LINDA :)

Nessa ilha ficamos num studio muuuito gostoso: Studios Dimitra (20€ a diária em setembro, http://www.dimitrastudios.com/), em Kastraki (16km de Naxos Town), um lugar que parecia um sonho de tão tranquilo… ficávamos na praia até as 6 da noite, às vezes somente nós, e o barulho das ondas… êita que essas praias desertas foram bem aproveitadas!!!!

Um dia fomos andar a cavalo, já de tardezinha. Andamos por 3 horas com mais um casal de ingleses e a dona do “rancho”, a Niki, que é alemã e um amor de pessoa (http://www.horseriding-naxos.eu/en/home.html). Foi surreal. Acho que é a lembrança mais surreal que tenho dessa viagem. A gente passando pela praia com os cavalos no momento exato do pôr-do-sol…

Em Naxos alugamos essa quad por todos os 8 dias (7 noites) que ficamos lá. Rodamos a ilha inteira (é a maior do grupo das Cíclades), fomos até Apollona no norte, cada paisagem, cada vilarejo, essa ilha é o lugar onde eu me imagino passando as férias em família quando já estivermos cheios de filhinhos… as melhores praias são as do sul: Plaka (comemos no “3 Brothers” http://www.3brothershotel.gr/index-uk.html), Kastraki, Alyko, Glyfada… perfeitas!!!

De volta a Atenas, depois das 7 noites em Naxos (de novo pegamos o ferry – saindo de Naxos às 9 e meia da matina, chegando em Atenas às 3 da tarde), chegamos de tardinha e andamos mais pela Plaka e por Monastiraki. No dia seguinte, fizemos o circuito obrigatório: Acrópolis, e todos os locais arqueológicos. No último dia foi só tomar o café da manhã no hotel Myrto, pegar as malas e o busão na Syntagma Square de novo para o aeroporto.

Vimos um bocado, tiramos muitas fotos e aproveitamos o sol e calor até o último segundo antes de entrar no avião, e voltamos pra Dinamarca.

Melhores momentos:

- Os gregos são muito, muito simpáticos em geral – falo pelos nossos hosts nos 3 hotéis onde nos hospedamos.

- A comida!!!! Em especial: o leite e o iogurte grego com mel e nozes!!!!!! Meu Deus, isso eu tomava todos os dias no café da manhã e de tardinha. Será que foi por isso que engordei 2 quilos? Moussaka também é um prato que adorei, além do famoso souvlaki,  churrasquinho grego – comemos uns muito bons e outros porcarias em locais muito turísticos. Até quiabo com carne moída comi num restaurantezinho escondido, fora da rota turística em Atenas. Me fartei!

- O clima… que delícia de calor, mas sempre com uma brisa gostosa. Sol todos os dias.

- As praias desertas e cristalinas… :)

- Quando estávamos em Naxos, fizemos um passeio de um dia para Koufonissi. O ruim desse passeio foi a parada de uma hora em Iraklia, onde não se tinha NADA pra fazer. Mas Koufonissi é tão linda que valeu a pena – numa próxima vez a gente fica mais dias por lá. Até golfinhos no percurso nós vimos :)

- Em Santorini, você vai precisar optar por um hotel com vista para a Caldeira (o precipício, com o vulcão no meio) ou para o pôr-do-sol. Pouquíssimos hotéis possuem vista para os dois ao mesmo tempo. Aqui, eu recomendo altamente escolher um com vista para a Caldeira. Você não deve absolutamente estar no seu quartinho de hotel na hora do pôr-do-sol! Ele é para ser admirado de Amoudi Bay, numa taverna, ou de uma das ruazinhas de Oia. Procure fugir dos lugares extremamente lotados de ente disputando um pedacinho da cena.

Ainda vou ter uma casa no campo em Naxos.